03
Mai

Qual a minha verdadeira vocação?

"Vou seguir o chamado,
onde é que vai dar,
onde é que vai dar não sei..."
(Marina Lima)
 

 

"As moiras - personagens mitológicas que
tecem a teia do destino de cada ser humano"

 

Onde que eu estou? Para onde eu vou? Qual será o meu destino? O que tenho para contribuir com este mundo? Eu gosto do que faço? Me sinto realizado profissionalmente? Qual o chamado da minha alma?

Perguntas que me faço desde sempre. Que as pessoas, em geral, se fazem em muitos momentos da vida. Boa parte das respostas indicam o caminho para um FAZER, para uma OCUPAÇÃO, para um TRABALHO.

Quando pequenos somos depositário dos sonhos familiares. Meu filho vai ser médico! Tem todo jeito de Engenheiro! E assim crescemos, em meio às projeções alheias e as promessas escolares: "estude para que, algum dia, você possa ser alguém na vida". E justo num dos momentos mais confusos, angustiantes e caóticos da vida que é a adolescência somos cobrados a decidir que tipo de "alguém" queremos ser durante toda a nossa vida profissional....(uma aberração!). Depois vem a formatura e a pergunta: "então, vai atuar em qual área?"

E assim seguimos vida a fora...sendo pressionados de fora para dentro (pela sociedade) e de dentro para fora (pela consciência e os desejos) a escolher uma forma de fazer e sobreviver. O problema é que nem sempre temos consciência do que realmente queremos, do que nos alimenta a alma, do que nos anima a levantar todos os dias felizes por nos ocuparmos de uma tarefa ou função, seja ela qual for.

Uma coisa é certa, as escolhas de trabalho e carreira acontecem sempre, na exata medida do nível de auto-conhecimento que uma pessoa experimenta. Quanto melhor uma pessoa conhece o que não quer para sua vida e, mais importante, o que quer de verdade maiores as chances desta pessoa ser FELIZ com aquilo que FAZ.

 

Este antigo drama já mobilizou lendas, mitos, poemas, músicas, histórias de heróis e também tragédias. É, sem dúvida, uma questão central na vida humana.

Tenho me dedicado a estudar e a me deixar tocar pelos saberes antigos sobre esta questão. Hoje estou saindo de um longo processo de reflexões profundas e mudanças drásticas em minha vida motivadas por este desejo de escutar o "chamado da minha alma", mais do que aquilo que era o "certo" a ser feito ou que as pessoas consideravam o melhor caminho para mim.