04
Jul

Aquilo que é, É! Aquilo que não é, NÃO É!

A verdade.
Por ela muitos guerrearam, outros se sacrificaram, alguns ignoraram e outros sim, a experimentaram...

 

O peito como bússola!.....

 

Como são belos os momentos nos quais a vida no introduz à experiência de conectar Aquilo que É, como É. Por alguns instantes é possível tirar da frente os véus de ilusões, de desejos, de anseios desesperados por controlar o que virá e contemplar, simplesmente, aquilo que É. É olhar pro mundo com os Olhos do Coração, que aceita e acolhe.

Isso vale para emoções, amizades, relacionamentos amorosos, conflitos familiares, locais de trabalho, cursos, etc. A programação habitual nos faz seguir vivendo como se a vida fosse a filmagem de um roteiro que eu mesma escrevi, cujos atores eu escolhi e o final já está escolhido (por mim, é claro e é o melhor possível).

A vida corre nesta pegada, no melhor estilo "Mundo de Matrix" num jogo de ilusões e projeções como se a historinha que é contada lá no fundo da sua cachola (repetidas vezes) fosse a mais pura REALidade. Ora,Caia na real!

 

Lao Tzu, que escreveu o Tao Te Ching há mais de 25 séculos, nos ensina que
"A verdade não pode ser dita por muitas razões, e a primeira e a mais básica é que a verdade sempre é percebida em silêncio"

 

#nareal   Oportunidades de "Cair na Real" estão ao alcance de TODOS:

1. Reconhecer o que você sente: grande parte das pessoas tem enorme dificuldade em identificar, reconhecer e nomear suas emoções. Não sabem ao certo se o desconforto que estão sentindo vem de raiva, mágoa, tristeza ou frustração.

Comece praticando o gesto de "dar nome" ao que está acontecendo dentro de você, que cor tem, que cara tem, em que parte do corpo isso se manifesta?

2. Não brigar com os Fatos: praticar a abertura e o acolhimento dos sinais concretos que a vida nos traz é um grande exercício de percepção e humildade. As coisas acontecem como devem acontecer e não como você quer e acha certo que aconteça. Faça sua parte na direção do que quer pra si, mas também pratique acolher (sem raiva!!!) aquilo que você já recebeu da vida e as pistas do caminho que você precisa iniciar.
Exemplos de brigar com os fatos são: seguir num emprego que você não gosta e não precisa dele pra viver, ficar ligada a um relacionamento amoroso extremamente desgastado e que os dois sabem que já fizeram tudo o que podiam salvar mas não deu certo, fingir que não vê algum hábito extremamente ruim para você, etc.

O que a situação está me dizendo? O que realmente eu gostaria de ouvir? Qual a lida mais verdadeira e digna que eu posso ter com essa pessoa?

3. Ao viver uma grande frustração ou então levar um tombo da vida: essas são as ocasiões nas quais mais e mais pessoas entram em contato com o que é real na vida e no sentimento delas... A literatura está repleta de casos e história reais de pessoas que, depois que passaram por um tratamento de câncer, passam a assumir uma postura totalmente diferente da que tinha antes. Pessoas que quando foram a falência recordaram do valor que tinha sua família. Pessoas que vivenciaram tragédias naturais e perderam tudo (bens materiais)...

O que eu tenho deixado de lado? Como minhas escolhas podem ter contribuído para que eu me encontrasse neste "buraco"? Que partes de mim precisam ser acordadas para que minha vida seja mais parecida comigo mesma?

E o mais importante: encontrou sua verdade e a verdade das coisas? Não permita que seus pudores, vergonhas, medo de magoar, etc, te impeçam de viver mais de acordo com sua Verdade Essencial. O caminho é o de acolher a própria vulnerabilidade e abrir-se para um estado mais autêntico.
Por favor, não se traia!

 

 

O Caminho da Verdade não é definido por que tipo de verdade você está buscando. O exercício diário do arrancar véus que te separam da realidade te permitirá perceber, com muita clareza e tranquilidade, aquilo que Lao Tsé percebeu há tantos anos atrás: A Verdade ESTÁ no Caminhar, é um Caminhar em contato com um nível de Verdade mais profundo. A verdade não está no Chegar.